A radiação emitida pelo sol sobre a Terra, diariamente, traz uma série de benefícios para os seres humanos. Entretanto, há o outro lado da moeda: os raios solares também podem fazer muito mal, quando a exposição ao sol acontece sem proteção.

Antes de entrarmos nos benefícios e malefícios, vale lembrar que há dois tipos de raios ultravioletas (UV) emitidos pelo sol que atravessam a atmosfera e as nuvens: do tipo A (UVA) e do tipo B (UVB), cada um com ação diferente na pele. Um terceiro raio, o UVC, é muito mais perigoso e, felizmente, ele não chega à superfície terrestre.

A radiação UVA é emitida durante o dia todo, enquanto a UVB está mais concentrada no período das 10h às 16h. Outra diferença é que a UVA penetra profundamente na pele, chegando à camada chamada derme, já a UVB atinge a parte mais superficial, ou seja, a epiderme.

Cada tipo de raio ultravioleta pode causar uma série de danos, incluindo alguns que não são imediatos, já que há efeitos cumulativos, que acabam se manifestando após anos de exposição excessiva ao sol sem a proteção devida, principalmente sem produtos que filtrem ou bloqueiem a radiação.

Quer saber quais são os efeitos quando expomos nossa pele aos raios solares? Então, confira a seguir:

Efeitos benéficos

Vitamina D: Como já apresentado neste post aqui, ela é essencial para fortalecer ossos e articulações e para prevenir doenças (osteoporose, doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer), inclusive as autoimunes (artrite reumatoide, esclerose múltipla e doença de Crohn).

A vitamina D, que já está presente em nossa pele, é sintetizada no nosso corpo com a incidência principalmente dos raios UVB. Para que esse processo ocorra, o sol deve incidir sobre uma extensa área da pele (pelo menos braços e pernas), que não deve estar protegida por protetor solar ou qualquer tecido, mas somente por curto período de tempo – de 10 a 20 minutos – diariamente.

Doenças de pele: Como o sistema imunológico é fortalecido com a exposição moderada ao sol, há um impacto positivo na prevenção de doenças de pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo. É bom frisar que esses benefícios ocorrem somente com a exposição moderada, do contrário (exposição excessiva) essas doenças são agravadas (veja nos efeitos maléficos).

Depressão: Ao tomar sol, há o aumento da produção de endorfina (antidepressivo natural) e serotonina, que provocam sensação de bem-estar, além de melhorar o humor.

Sono: Pesquisas indicam que se expor ao sol regula o ciclo do sono e reduz os episódios de insônia.

Efeitos maléficos

Queimaduras solares: Esta condição é caracterizada por vermelhidão da pele, podendo até formar bolhas.

Envelhecimento precoce ou fotoenvelhecimento: o sol em excesso provoca o surgimento de manchas, sardas, rugas e perda da densidade e da elasticidade da pele.

Câncer de pele: Este é um mal proveniente do efeito cumulativo da radiação ultravioleta que penetra na pele e ocorre porque os raios danificam o DNA das células, formando radicais livres. A mutação genética pode levar, por exemplo, ao temido melanoma.

Fotodermatoses: Lucite, acne, cloasma, lúpus, urticária solar, vitiligo são agravados com a exposição excessiva ao sol. Aqui entram também alergias solares, como a EPS (erupção polimorfa solar).

Danos oculares: Entre eles, estão o pterígio (espessamento e crescimento anormal da membrana que cobre a parte branca dos olhos), carcinoma no olho (um tipo de câncer provocado pela exposição ao sol), fotoceratite (queimadura solar na córnea), além de provocar ou piorar o quadro de catarata.

Percebe agora por que é preciso ter cuidados com a exposição ao sol? Além do uso de óculos de sol (com lentes de boa procedência que barrem os raios UV), bonés ou chapéus, a forma mais eficaz para evitar tantos riscos à pele é usar um bom protetor solar, com fator de proteção UVA e UVB. Caladryl tem uma linha completa de protetores solares e de pós-sol, para proteger sua pele de qualquer dano causado pela radiação UVA e UVB.

Como destaca a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD): “Qualquer tipo de exposição ao sol requer o uso de filtro solar, que precisa ser aplicado diariamente, inclusive quando o clima está frio, nublado ou chuvoso. Mesmo nessas circunstâncias, 80% dos raios solares conseguem ultrapassar as nuvens e atingir a superfície”.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por sua vez, reforça que “o efeito do sol é cumulativo na nossa pele – por isso é mais comum alguns sintomas da exposição ao sol aparecerem em pessoas com mais de 50 anos. Estas pessoas subestimaram os efeitos nocivos da exposição solar sem proteção desde criança. Comece desde cedo! Proteja a sua pele todos os dias do ano!” 

Fonte de Pesquisa:

Vencerocancer.org.br
https://www.sbcd.org.br/cirurgia-dermatologica/o-que-e-cirurgia-dermatologica/para-sua-pele/protecao-solar/
https://www.facebook.com/SociedadeBrasileiradeDermatologia/photos/a.203891913013136/1451697884899193/?type=3&theater
https://www.tuasaude.com/beneficios-do-sol/
https://www.laroche-posay.pt/artigo/protec%C3%A7%C3%A3o-solar/a4668.aspx
https://www.eucerin.com.br/sobre-pele/conhecimentos-basicos-sobre-a-pele/o-sol-a-pele